Passageiros reclamam do péssimo serviço da Supervia
Não é de hoje que os usuários da Supervia - empresa responsável pela operação dos trens no Rio de Janeiro - reclamam do péssimo serviço prestado pela companhia. Ontem, não foi diferente para os milhões de passageiros da prestadora. O cenário não muda há anos: superlotação nos vagões, falta de manutenção nas estações e linhas férrea, entre outros destaques. Na verdade, quem sofre isso são os trabalhadores.
Recebemos de um leitor do site algumas fotos referente a situação difícil encontrada pelos usuários, nesta última quarta-feira (2).
MUDANÇA DE HORÁRIO
Além dessa questão a empresa, modificou o horário de circulação dos trens do ramal Deodoro. A alteração foi feita nesta terça-feira (1), mas contraria a recomendação da Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do estado).
O encerramento às 21h, vai obrigar os passageiros a embarcar em composições que vão até Japeri ou Santa Cruz e deixam de ser expressas no mesmo horário. A realidade é que os efeitos já estão aparecendo, como de exemplo o caso desta última quarta-feira (2).
Segundo a Supervia, a nova implementação vai beneficiar mais de 44 mil pessoas e os intervalos entre trens serão menores, reduzindo de 30 minutos para 15 minutos. A empresa ressalta que as "mudanças operacionais implementadas são frutos de estudos técnicos detalhados que comprovam benefícios a milhares de passageiros", diz a empresa em nota.
O QUE DIZ A SUPERVIA
Nossa equipe procurou a Assessoria de Comunicação da Supervia, que informou através de nota que a concessionária "segue realizando o maior plano de investimentos já aplicado no transporte ferroviário do Rio, em parceria com o Governo do Estado".
Ainda em nota a empresa afirma que " nesses anos têm aumentado, gradativamente, o conforto dos passageiros. A renovação da frota (120 novos trens já em circulação), por exemplo, possibilitou que 99% das viagens sejam realizadas em composições climatizadas."
Segundo a nota, o "processo é constantemente afetado por casos de vandalismo, que danificam os trens, a sinalização e a via férrea, causando interrupções e atrasos e gerando transtornos aos passageiros", frisou.
